19 de outubro de 2005

TEM coisas que a gente acha que nunca vai acontecer com a gente. Relato aqui um diálogo entre mim e um senhor na Rua 13 de maio, às 7h00 da manhã.
ELE: "Bom dia, vamos atravessar a rua juntos?"
EU: "Claro! O senhor quer ajuda?"
ELE: "Sim, esse lugar é um pouco perigoso para atravessar sozinho. As pessoas viram aqui como umas loucas, né?"
EU: "É verdade! Então vamos."
[E ele pegou no meu braço]
ELE: "Onde você mora?"
EU: "Ih, eu moro longe, no Morumbi!"
ELE: "E o que você veio fazer aqui?"
EU: "Trabalhar."
ELE: "Ah, que bom. Olha, eu moro logo ali, do lado do prédio que você trabalha. Quer conhecer o meu apartamento?"
EU: "Ahn?!" [com cara de poucos amigos]
ELE: "Calma, eu moro sozinho!"
EU [com a mesma cara de poucos amigos e nem um pouco calma]: "Não, muito obrigada!"
ELE: "Mas eu só quero te ajudar, de verdade! Se você quiser comer ou até mesmo dormir na minha casa, não tem problema! Você tem idade para ser minha filha [neta]! Na verdade, eu tenho uma filha [neta] da sua idade!"
EU: "Muito obrigada pela atenção, preocupação e generosidade, mas preciso entrar."
ELE: "Se precisar de alguma coisa, moro no 42. Meu nome é Sherlock, e o seu?" [com um aperto de mão]
EU: "Watson. Bom dia pro senhor."
ELE: "Pra você também, Watson!"
[Essa história é totalmente verídica. :) pra não :*]

2 comentários:

Luciano disse...

Inacreditável! Absolutamente surreal!!
Mas também é engraçado... "Watson"?!? LOL

Helô Beraldo disse...

Pois é... O velhinho nem prestou atenção no nome, hahaha! Bjo, Lu!