4 de janeiro de 2011

para bruna
"as flores de plástico não morrem" [algum dos titãs]

flores de plástico que vinham em vasinhos de plástico com terra de plástico com cores que só o plástico pode ter. elas decoravam a mesinha de plástico que púnhamos para tomar nescau da tarde, eu e minha prima, leite batido no liquidificador de plástico, com hélice de plástico, que nossas mães nos deram precavidas que eram. Sobre a mesa uma toalha de plástico ilustrada com flores e frutas, e também pratos, copos e talheres de plástico e guardanapos – de papel. em nossas barraquinhas – de pano – sobre o chão – de grama – sonhávamos com o bolo de açúcar que assava em um forninho – de metal – e cheirava à nossa infância, doce, feliz e bem vivida.

Um comentário:

Lilian disse...

Helô, tão legal te ver aqui de novo!

Exigo mais! :)