29 de fevereiro de 2008

E a página virou sal.

Pequenos grãos disformes em movimento de cascata caíam dos olhos da menina. Menina que gritava como nunca se ouviu. Era a sua história que se desfazia, à medida que as palavras eram jogadas ao vento. Preces, confissões, pessoas, lugares, os sentidos. Os sentidos – tudo se misturava com o ar.

Desapareceu para o desconhecido.

E o novo se fez com o sol, a água, o ar, o chão. O sol trouxe a luz. A água, os sentimentos. O ar, a memória. O chão, o apoio. E a menina vivia o novo tranqüila. Conduzia os sentidos em direção à essência, ao que é. Pessoas, confissões, lugares têm sentido: são. Tudo o que existe é um.

Expandiu em espiral.

4 comentários:

Toma disse...

Olá, Helô!
Hum...faz um bom tempo que não passo por aqui pra um café...
Belíssimo esse dom de juntar palavras e transformá-las em Arte!
Parabéns!
Um grande beijo!

Helô Beraldo disse...

Puxa, Toma, que elogio bom! Obrigada! :o)
Você pode ver que também faz tempo que não passo um café novo, né? rs...
Muito obrigada pelo comentário e pela visita! Fiquei muito feliz!
Beijo!

cristina disse...

Helô, linda a transformação da menina! Parabéns! Que todas nós tenhamos a sabedoria para transformar-se assim. Bjs saudosos.

Helô Beraldo disse...

Oi, Cris! Obrigada! :o) Que legal saber que você visita o blogue!
Beijão!