14 de setembro de 2011

proximidades

delicadeza
gentileza 
suavidade

ética
justiça
inteligência

humanidade
humano
ser


são proximidades tão longínquas do cotidiano. como faz falta viver em um mundo longe de pequenos poderes, em que o anonimato te permite ser quem é, sem julgamentos vis baseados em dogmas já muito desgastados. um mundo em que se expressar e ter opinião é sinônimo de arrogância e prepotência não é um mundo, é a definição de fascismo, ditadura, autoritarismo. viver em um filme em que um cientista quer voltar no tempo e ficar por lá, sem perspectivas futuras, com ideias passadas, provincianismos bestas, fofocas que mantêm imbecis e imbecilidades vivos, reconhecimentos por dígitos no banco, isso tudo sufoca, enforca, tira o ar. proximidades que devem ficar longe, manter a distância, recuar – por favor.

4 comentários:

saladospassosperdidos disse...

Ontem fiquei um tempão passeando aqui pelo seu blog... Tem uma vida toda aqui, né? Deu saudade de muita coisa; de outras, nenhum pouco. Mas de tudo, a certeza de que viver é um desafio constante.

Um dos principais é esse que você fala aqui neste post, eu acho.

beijos, Helô querida!

helô beraldo disse...

Li, querida,

Outro dia fiz isso também e senti o mesmo que você: saudades e não-saudades legítimas, nunca arrependimentos - o que fez eu me sentir bem.
Muita coisa vivemos juntas e fizeram parte do nosso crescimento, das nossas coragens [que foram se aflorando depois do um quarto de século] de viver, de amar, de errar, de acertar, de cair e levantar, de rodar a baiana, de nos mostrarmos como somos de dentro para fora, não o contrário. Vou dizer que tenho endurecido sem perder a ternura, haha!

Concordo, viver é um desafio constante.

Beijocas e obrigada pelo comentário, encheu meus quatro olhos de água. :o)

Carlos Assis disse...

por essas e outras é que sabotam o presente e impedem o futuro de ser melhor do que o agora. precisamos continuar acreditando nas mudanças e encontrar quem também acredita nelas...

...sem perder a ternura jamais.

te amo

helô beraldo disse...

Verdade, querido. Sorte ter te encontrado nesta jornada. É também por isso que te amo. :o)