7 de outubro de 2008

I

Nos serviços burocráticos dos carimbos, das assinaturas, dos prazos a cumprir, na solução de como se deve vender o peixe nascido às margens do Tietê, semi-morto, a palavra perdeu o sentido e se afogou no tempo. Eu me perdi dela por todo o outono e começo da primavera. Vi os ipês em flor, as flores caírem, as pitangueiras florescerem e até comi as pitangas. Já não sabia mais o que seria: se eu juntasse letras, como a reconheceria? De repente, ela chegou logo para ser dita, aos berros, em dupla, combinando imagem e idéia: alma-calma.

2 comentários:

Lilian disse...

Bem-vida a primavera em você, Helô querida! Feliz pelo desabrochar.

Helô Beraldo disse...

Iêi! :o)! Beijos, Li!