9 de maio de 2007

Co-incidências

Luzes, câmera, ação! Jogo de espelhos. Fiat lux. Clique.

A materialização do virtual. O conhecimento e o reconhecimento. A conversa boa, o olhar franco, o sorriso aberto. A paciência pra ouvir história repetida, a curiosidade de conhecer mais do outro. As horas fluindo como água do rio; vias de mãos duplas. A gentileza, a maturidade e o amigo simpático que chega de repente e logo vai.

Em carne e osso, dos melhores acontecimentos te conhecer, Glauco.

3 de maio de 2007

Coisas do além

Aconteceu em uma praia, por volta das cinco horas da tarde. Após três dias de reclusão total, jovens mulheres, aproximadamente 28 anos, assistem a uma pelada na praia.

Olham pra lá, olham pra cá, aquele vai-e-vem de homens correndo atrás de uma gordinha, cena totalmente hipnotizante, a mente longe. Uma delas faz o sinal de alerta, cotovelada direita: opa! Surfista bonitão! Lançam aquele olhar 51, que pensam ser uma boa idéia.

Comentários sobre o desempenho do cidadão sobre as ondas decorreram por alguns minutos. A atenção se voltou novamente para os atletas [eram todos amigos, rs] e a gorducha. Os pensamentos das duas pareciam estar muito longe dali. De repente, cotovelada direita novamente: opa, olha lá! Esse aí é da sua tribo!


[Homem moreno, mais ou menos 30 e poucos anos, óculos de grau e segurando um livro.]

Era melhor ver de perto. Levantou, passou ao lado, checada de cima a baixo e pum! Soco no estômago! Não é possível! Pois é sim...



Foi assim que reconheci o Anônimo, em uma situação muito além da imaginação.

10 de abril de 2007

Tardo notícias, rs

Notícias aos que esperam pela continuação do último post, há meses: paciência é a única maneira de se obter resultados. Continuo tomando as lições de Jó, impressionante o texto sagrado!
Fora isso...
Estou viciada em Akira Kurosawa, influência direta do Anônimo. Chorei tanto naquele filme Madadayo, que vou te falar – lindo!
Retomei minhas antigas maratonas de cinema e, entre uma sessão e outra, minha bolsa deu um salto mortal triplo [ou era uma apresentação de brasileirinho?] e meu celular entrou literalmente pelo cano.
Mudei de emprego: da corporação ao corporativismo.
Ando saudosa das pessoas queridas: Andreinha, Edi, Sandra, Rô... Humpf! É, de você também [rs]!
Esse post vai ser só isso mesmo, uma fumacinha de sinal de vida. Encolhida no pouco tempo de escrever pra reiniciar nosso contato imediato de terceiro grau, mando daqui muitos cheiros de café torrado e moído na hora.
[[P.S.: Quem está na Ile-de-France lendo meu blog? Très chic! :o)]]

6 de fevereiro de 2007

Por agora

Tecla, tecla, tecla, sintoniza e despeja tudo. No papel, na tela, em espaço 10 por 1. Apita, vibra, brilha, frenético tum-tum. Mensagem, leitura, libertinagem. Arrepio na espinha, borboletas no estômago, memória.

Vai e volta, vai e volta, vai e volta. Em determinados períodos de tempo, volta, revolta e parte. Se a intensidade diminui, tenta e tenta e aumenta. Quase sempre digo dos meus espantos e apenas sorrio quando me provoca. E é assim. Toda vez. Até...

serão felizes ou tristes?, cheios de amor ou de ódio?, românticos ou selvagens?, os dias que virão?

1 de fevereiro de 2007

Tudo o que é apaixonante...

ANDO com uma vontade incontrolável de comer sagú de uva, chocolate branco com biscoitos pretos, pipoca com muita manteiga. E eu nem ligaria se um saguzinho ficasse perdido no queixo, meus dedos ficassem brancos de chocolate e minha boca estivesse com um saboroso gloss de manteiga.

COMO a casca-do-feijão-preto-da-feijoada presa no dente o dia inteiro e você rindo, rindo, rindo. Todo mundo prestou atenção na sua felicidade e esqueceu da casca-de-feijão-preto-da-feijoada [mas quando você pensa que perdeu um dente e vê o negócio preto, lamenta ter esquecido a escova de dentes [[também xinga um pouco as amigas ceguetas]] e, ao mesmo tempo, pensa que feijoada é a melhor comida do mundo].

QUER melhor alimento que aquele que traz felicidade pra todos?

...faz a gente parecer boba em algum momento, de alguma maneira...

4 de janeiro de 2007

31 para 1 – do tempo

à primeira vista

branco cinza azul branco areia
vermelho líquido
translúcido preto

paleta da alma

***

Das cores, dos mares, dos ventos e dos amores.

Dos começos, meios e fins.

Do finito, transitório, linha.

Do que não se pode fugir.

***

[ESCRITO DE MEMÓRIA]

1. Um pequeno depósito de incredulidade no fundo dos teus olhos.
2. Um breve estremecimento no movimento do coração (do meu coração).
3. A impressão de alguém olhando-te atrás de ti.
4. Uma voz familiar num sítio cheio de gente (que só tu ouves dentro de ti).
5. Um súbito silêncio entre as sílabas de certas palavras que fica depois a pairar perto dos lábios.
6. A ignorância de alguma coisa que ainda não sabes que não sabes.
7. Uma palavra só, aguardando, uma palavra que basta dizer ou não dizer, abrindo caminho entre ser e possibilidade.
8. O que não sou capaz de dizer dizendo-me.
9. Eu (um lugar vazio) para sempre; tu para sempre.
10. Outras duas pessoas de que outras duas pessoas se lembram.
11. Esse país estrangeiro, o tempo.

Manuel António Pina, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança

31 de outubro de 2006

L'arrache coeur

A cabeça segue o coração.

Meu coração bate tão rápido e se deixa levar por qualquer movimento externo que demonstre carinho, respeito. Ainda mais quando são usadas palavras, ah, aí esse coração registra e aceita sem duvidar.
E o inevitável sempre acontece: ele sai do ritmo e oscila entre desperto, acelerado, ansioso, satisfeito.

Mas quando ele pára.


o vital acaba e o cérebro continua a funcionar, desordenado, cheio, desesperançoso de retomar consciência.



Por algum motivo fazem com que meu coração volte à vida e tudo fica tranqüilo, esperançoso novamente. É só despejar letras sobre o papel e ouvir um argumento certeiro:
o corpo tem alguém como recheio.

Orelhas pra que te quero!

FUI perceber dia desses a função da sobra de pele na parte posterior de minhas orelhas externas.

O início da ramificação de duas orelhas-extras, extensões que lembram o símbolo maior do que o dicionário define como burrice e/ou credulidade.

Sim, se me encontrarem em qualquer parte, por favor, não me estranhem. Sobretudo não apontem em direção a elas.

Consultei pessoas que passaram pela mesma experiência e foi-me dito que essas orelhas regridem, caso seja tomado um remédio de recuperação de vergonha na cara.
Então, isso tem cura!

O difícil mesmo [e olhem que eu não me canso de tentar!] é conseguirque me brotem receptáculos sensíveis o bastante para afastar espíritos que brincam com o que eu tenho de melhor.

30 de outubro de 2006

Resposta para o anônimo

Sair da cabeça pra virar palavra foi o problema.
A palavra concretiza o sentimento e o liberta. Então, travou-se todo o vocabulário.
Daí, em belo instante panquecas de frango, guaraná e Marisa Monte, despejei tudo em papel e passou.
Vou passar a limpo, mas não o sentimento. Amanhã, meu texto de orelha.
Definitivamente, as palavras são mesmo meu remédio.

12 de setembro de 2006

Mala e alma

das mudanças

o pai mudo
a mãe falante
as irmãs nas contas
eu
sem prestar contas

***

Meu filme de cabeceira : Tudo acontece em Elizabethtown. Quase não assisti a esse filme pelas inumeráveis críticas de amigos, etc., mas eu sou parente de 330º grau de São Tomé, tenho que ver pra crer. E aí, o resultado? Claro que adorei! [hehehe]
Falta coerência no roteiro? Seria impossível preparar um roteiro de viagem + trilha sonora em apenas um dia? Ok, ok! Mas que trilha sonora! E minha idéia de fazer algo parecido para alguém algum dia foi roubada! :o( Aquilo lá é o máximo!
A atuação do Orlando Bloom deixou a desejar? Ok! Mas prefiro pensar que ele encarnou muito bem o sujeito melancólico que está caindo na real.
[Queria ter anotado a frase final, mas fiquei com preguiça de pegar papel e caneta e tive de devolver o filme na locadora. Depois vou pesquisar e a colocarei aqui.]
Todas as ilusões, as efemeridades, o viver para a corporação e esquecer de si, os pequenos prazeres, a perda de tempo em ter medo de conhecer o outro e de tirar as máscaras de primeira... E a trilha sonora, já falei do bem que faz?
Recomendo para os sem preconceito com louvor. Para os com preconceito, recomendo também, mas com uma pitada de leitura das entrelinhas e o terceiro olho aberto.

[[Pergunta: Quem mais gosta de Tom Petty?]]

***
mandou tirar as barreiras
para não refletir nas lentes
para ver na retina, na íris, na pupila
sua alma

mandou chegar mais perto
o que atrapalhava era a distância

então viu
sem reflexo
com susto

sim, tem alma

11 de agosto de 2006

Dias raros

Ontem recebi a notícia de que havia morrido voando de asa delta.
Morreu voando, como um passarinho.

Minha avó sempre pedia a Deus pra morrer como passarinho. E morreu dormindo, depois de fazer todos os docinhos da minha festa de aniversário.

Pessoas especiais morrem como os passarinhos.

Fazia tempo que a morte de alguém não me abalava. Porque eu sempre penso no que vem depois e acredito ser bem melhor. Mas a morte repentina choca. Porque eu esperava poder enrolar mais um pouquinho para encontrar você menos cansada, sem as olheiras... Infelizmente, os clichês são certeiros: carpe diem, sempre [que possível]. Ainda bem que você seguia esse daí.

Nosso encontro fica para o não-tempo e, enquanto isso, acendo uns incensos e rezo para as almas.
Queria ter nascido nos anos 30, andar a pé no centro da cidade, ir ao cinema de luvas brancas, vestido de veludo verde petróleo e bolsa de mão. Com um lencinho branco, tiraria o suor da testa para fazer charme a um rapaz moreno e elegante. Num fim de tarde, pegaria o bondinho com ele e ele me acompanharia até o portão de minha casa, me beijaria a face e espararíamos as surpresas do dia seguinte.

30 de julho de 2006

Fiat lux!

O tempo começou a passar e eu perdi a conta.

Deixar as coisas fluírem, sem me preocupar com o tempo, fez muita coisa acontecer, se resolver, se enfeitar, mudar.

Muitas primeiras vezes aconteceram em dois meses: não respondi a e-mails, mensagens, chamadas telefônicas; abandonei o orkut, msn e até o blog; aprendi a dizer não ao que não gosto em todos os níveis; pensei em mim muitas vezes, no meu bem, nos meus defeitos, no que eu quero e no que eu não quero na minha vida. Nada definido nem definitivo. Tudo em constante mudança.

Nesse não-tempo, pela primeira vez consegui ser feliz por ser. E isso é especial.

***

[[Rô, muitas saudades de você! Selminha, muitas saudades de você também! Fabi, Síl e John, fiquei muito feliz de ter visto vocês na quarta! Li, que a força esteja com você! Pessoal, vocês sabem que sempre podem contar comigo. Bjos!]]

[[[Mafê, que bom saber que você persiste em ler o blog!]]]

[[[[Nesta quarta-feira voltarei a morar em minha terra praticamente natal. Talvez eu suma por mais um tempinho, mas e-mail eu consigo ver no trabalho. Qualquer coisa ou me liguem ou me escrevam. See ya!]]]]

23 de maio de 2006

Contabilizei

no físico:

  • Cabelos brancos: 10 fios espalhados sobre o couro cabeludo.
  • Horas dormidas: 5 por noite.
  • Miopia + astigmatismo: 3 e meio em cada olho, em crescente para o 4.

no espiritual:

  • Tempo dedicado às orações: 1 hora por dia.
  • Incensos acendidos: 14 por semana.
  • Tolerância encontrada [subentender: depois de perdida]: 90%.

no lingüístico:

  • Metáforas: dos 50%, redução de 30%.
  • Eufemismos: 65%.
  • Trava-línguas: aumento de 50%.

[Tudo baseado na e adaptado da ABNT.]

no amoroso:

  • Descobertas esquisitas [i. e., não tão boas]: 50%.
  • Desencanamentos: 100%.
  • Desafetos: 0.
  • Dúvidas: 1%.
  • Novidades: 0.

no temporal:

  • O que passa: 80%.
  • O que se prolonga: 5%.
  • O que permanece: 2%.
  • O que se repete: 3%.
  • O que vai passar: 10%.

[[Obs.: John, ficou lindo o seu blog!]]

26 de abril de 2006

Alguns guardanapos

Conviver com pessoas diversas. Reconhecer nos outros e em mim o bonito / feio, o delicado / bruto, o honesto / fingido, o imaginário / real.
É muito bom conviver com o diverso. Aprender tomou sentido vivo.
Só uma coisa me preocupa: hoje vi Paris cinza.
***
Lembram-se de meu amigo virtual? De vez em quando entro no blog dele [porque raramente é atualizado] e, da última vez, vi que ele apagou meus comentários e se casou [tipo matou a família e foi ao cinema, rs]. Então, convoquei meus botões: "talvez ele tenha apagado meus comentários porque a esposa dele não gostava nada-nada da nossa amizade cibernética". Seja o que for, confesso: fiquei chateada. Eram bons meus comentários. Eram legais nossas conversas. O que me consola é que les rêves et Paris seront toujours-là!
***
Paixões efêmeras-demais andam me cansando.
Homens fracos? Também.
A frase: "I'm just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her", roubei do filme.
Mas ando simples assim. Que há de complicado nisso?
***
Não me façam perguntas se não quiserem respostas. Minha sinceridade tá sem grau alcoólico ultimamente.
***
Outro dia percebi que estou viciada em ouvir conversas. Se há pessoas conversando ao meu lado, minha cabeça vai se pendurando, assim, de ladinho, sabe?
Sim, gosto muito de bergamotas [rs].
Sim, eu poderia ser detectiva [rsrs].
***
Imagine o céu e responda rápido: com ou sem estrelas?
***
Quando alguém abre sua vida pra mim, guardo suas histórias como tesouros. Mas até que ponto posso fazer perguntas, questionar mesmo, intervir no que é contado? Será que a pessoa quer fazer uma confissão ou quer dividir as experiências? Eu pergunto tudo, sem rodeios, sempre. E falo mesmo.
***
Vejam em que bonito anagrama pensei hoje: resma – mares. Bonito, vai? [:o)] Ah! Ouvi no rádio ontem música nova de Nando Reis! Adoro! Vi na comunidade do orkut [hehehehe] que tem cd novo! Eu quero, euquero! Quero também o cd dos poemas da Hilda Hilst – coisa fina e delicada!

12 de abril de 2006

Há dias sonho com chão de estrelas, teto de luz, paredes de ar.
Piso, peso, deito, rolo, rio. Riso e gotas, cristais e vidros, estrelas.
Vôo, volto, vôo, vou e volto. A leveza é sustentável.
Constelação mais bonita? A Sempre-viva.
Há dias sonho com teto arco-íris, chão infinito, sopros de mar.

20 de março de 2006

José Cuervo, Jack Daniels, velho Barreiro. Mexeram tanto com a minha cabeça, tantas vezes, esses homens!
Ao passo que nossa relação ficou mais estreita, eles generosamente me encaminharam para os homens da minha vida.
Novos mentores?
****
Segundos: leve tontura, frio na barriga, o mundo mais vivo, rodando mais rápido. Minutos: imagens embaçadas, sono. Horas: amargo na boca, consciência, mal-estar. É o que dizem os manuais: com o passar do tempo, os sintomas da paixão são muito semelhantes ao da embriaguez.
***
E dizem que sou romântica.
E dizem que sorrio demais, só rio. Se não sorrio, dizem que sorrio de menos, sou séria demais.
E dizem que uso óculos, uso lentes de contato e não enxergo.
E dizem que acredito demais, insisto demais, sou teimosa demais.
E dizem que, mesmo não enxergando, vejo demais.
Eu digo e ninguém me deixa falar.

17 de março de 2006

Reprises

E é parte da história. Comédia dos erros, Divina comédia, Comédia da vida privada. Reprises.
Retomar, reviver, relembrar, repetição. Meu medo é mesmo deixar para reencarnação.
Karma, carma, calma.
E quem explica: você encontra o cara, oi, oi, tudo bem?, tudo e você? Na sua cabeça: oba, nada, ufa! Segundos depois: tremor da cabeça aos pés, perna mole, mal de Parkinson [?] e derruba a água. Porque no exato momento em que você está com dois copos d'água nas mãos, o dito cujo, que te beijou, te agarrou e nunca mais tocou no assunto, aparece. E você com dois copos d'água nas mãos.
E o tempo passa, o silêncio continua. Você já vê o cara como covarde. Bate os olhos nele: nada. O ufa, já tá passado! Ele senta à mesa, na sua frente. Nada. E você está morrendo de fome. E dá risada, pensando, nada! Pega o garfo. Seu braço vai em direção à sua boca: pára no meio do caminho. Segunda tentativa: repetição. Respiração: um, dois, três, quatro, cinco. Vamos lá! Braço travado na mesma altura, o garfo volta para o prato, você perde a fome. E como explicar o já tá passado? Como afirmar o já tá passado?
Então surge a quebra de silêncio. Porque silêncio mal resolvido é a pior espécie. Pergunta direta. Resposta curta e grossa. Falar o quê? Deixa estar. Tá chovendo muito, né? É... E na hora em que você ouve isso, ou lê, adjetiva o cara de novo e esquece.
No dia seguinte encontra o cara, bate o olho nele e não tem vontade de sorrir. Você sorri sempre, até pro cachorro sarnento da sarjeta. Dessa vez não tem vontade de sorrir, abaixa a cabeça. Olha de rabo-de -olho e vê que ele comenta alguma coisa com a amiga do lado e em seguida sorri pra você. E você retribui o sorriso, com um sorriso amarelo acompanhado de um quase-secreto vai se ferrar! E logo pensa: mas por quê? Então, o que parecia estar resolvido na sua cabeça não está. E você não se entende: sabe que não gosta do cara, mas ele mexe com você profundamente. E não é química, tesão, afinidade ideológica. É mesmo neurológico. Então é químico, fisiológico? Contraditório.
Para saber a explicação deste fenômeno, você repensa sua vida. E o que você menos quer é repensar. Não acha respostas, não vê saídas, pede ajuda superior. E eles te dizem: não temos resposta. Mas é kármico, cármico, calma, vai passar. E você aceita a explicação. Por que você não quer deixar para a próxima encarnação, quer?

15 de fevereiro de 2006

Num café

Os mais pedidos
1 café com leite e 1 coxinha creme [4 entre 4 e meia pessoas adoram esta combinação].

As mesas
Três homens, seis cervejas, três canecas, três pães de queijo e uma gérbera murcha. A mulher passa. Três cabeças viram, simultaneamente.

Os ornamentos
Em todas as mesas gérberas mortas.
Gérberas cor-de-sol não devem nunca estar mortas.
Nem enterradas em vaso cor-de-morte.

Os devaneios / Provocação
Não só o silêncio é das maiores violências, como está sempre acompanhado de uma das duas palavras [dois sentimentos]: medo ou indiferença.

30 de janeiro de 2006

Então, me digam

, por que é tão mais fácil para o ser humano, enquanto ser vivo, complicar que descomplicar?